Aug 28, 2007

Aviões & Aeroportos I

Sempre achei curioso o fenómeno comportamental das pessoas nos aeroportos. Existem regras básicas de comportamento que todos nós (uns mais do que outros, é certo) respeitamos no dia-a-dia nos mais variados sítios públicos que frequentamos. Mas essas regras não se aplicam aos aeroportos. Aí as pessoas, decerto fartas das horas de escala que têm pela frente, estão-se borrifando para o que é suposto e vale tudo. Andam descalças ou de meias pelos corredores, fazem piqueniques em qualquer lado, lavam os dentes e/ou o sovaquito nas casas-de-banho, encostam-se para dormir em qualquer cadeira ou mesmo no chão (se for preciso, até de venda!), penteiam-se ou tiram macacos do nariz no meio de centenas de outras pessoas e não estão minimamente raladas com isso.

O facto de estarem chateadas de morte com o tempo estúpido que têm de passar na porcaria do aeroporto e de nunca irem voltar a ver os outros 500 chineses que por ali andam, legitima que todos os comportamentos socialmente incorrectos sejam feitos em público sem pestanejar. E, como isto é universalmente aceite por todos os outros, algo tão estapafurdio como alguém estar a limpar a orelha com um cotonete na cadeira do lado não suscita olhares incomodados. E quanto mais horas se passa num aeroporto (o meu record até hoje está em 12 horas, acreditem que não é uma experiência que queiram passar…), maior é a descontracção, é quase como se temporariamente, encarássemos aquela sala de espera como a nossa própria sala de estar!

Gosto deste regime de impunidade comportamental que existe nos aeroportos: já devo ter dormido esparramada em quase todos por onde tive de ficar mais de 2 horas e já comi o meu snack nos sítios mais disparatados. Quanto aos hábitos de higiene, confesso que já pus um penso para a bolha do pé em pleno lounge sem hesitar (a porcaria das sandálias-que-até-pareciam-confortáveis-para-viajar-mas-ao-fim-de-4-horas-não-o-eram causaram-na e as bichas das casas de banho eram desencorajadoras do meu recato…). Selvagem ou não, é bom saber que ainda há sítios onde as preocupações de aparência são reduzidas!

Aug 22, 2007

Voltei voltei...

...voltei do mar, voltei voltei, para ficar!

Aug 4, 2007

Estou...

...oficialmente de férias, pelo que a introdução de posts no blog vai ser interrompida temporariamente.

Até ao meu regresso, Bee

Aug 2, 2007

O cúmulo do disparate é...

...ir três vezes bater com o nariz na porta da Area Retail em Sintra (sim, por três vezes, devido ao mau planeamento do timing do percurso...) , enfrentar o inferno da IC19 (que nem em Agosto está calma) e, quando finalmente consegui apanhar a chafarica aberta, apenas haver uma cadeira partida (das tais célebres, as descontinuadas) e comprá-la mesmo assim. E quando eu digo partida, não me refiro a uma lasca no encosto ou a uma fenda no pé, quero dizer que o assento da cadeira está partido, a tal ponto que me venderam a cadeira pela quantia simbólica de 5 neuros (o vendedor ainda deve estar a pensar que tipo de atrasada mental compra uma cadeira naquele estado).

Cheguei a casa, olhei para a cadeira e, surpreendentemente concluí que... não vai dar para ninguém lá se sentar! Devo estar mesmo a precisar ir de férias. O meu cérebro tenho a certeza que já foi andando.

Jul 31, 2007

O problema das plantas

Adoro plantas e flores e por isso, alem de duas jarras de flores que tenho sempre em casa, gosto de ter uma plantinha ou duas. O problema é que as plantinhas, sejam elas quais forem, não duram nada, estou mesmo convencida que as lojas de flores (e não só, o IKEA faz parte desse complot, se não for o pior deles todos) vendem intencionalmente plantas que têm os dias contados, para nos fazerem voltar lá passado pouco tempo e gastar mais dinheiro em plantas.

Por isso, depois de vários enterros de plantas que passaram por aqui (a última das quais um vaso de manjericão para os meus ataques culinários que durou duas semanas antes de ficar castanho e seco) decidi que o ideal era comprar cactos, estão à venda de todas as formas e feitios e fazem perfeitamente as vezes de uma orquídea (da qual desisti ao fim da 4ª tentativa). Os cactos são resistentes à falta de água misteriosamente frequente nas plantas da minha casa, ainda que a falta de água dure três a quatro semanas e são bastante resistentes a acidentes domésticos (que às vezes acontecem!).

Hoje, no entanto, consegui estabelecer um novo recorde: o meu cacto novo, quando eu limpava a mesa de jantar, suicidou-se atirando-se da mesa a baixo e por isso esteve quase 48 horas vivo...

É uma pena eu não gostar de plantas artificiais!

Jul 29, 2007

O calor e as resoluções

Gosto muito do Verão, do bafo quente da brisa, do cheiro a quente logo pela manhã, das sandálias e, acima de tudo, dos banhos no mar. O Verão cura tudo, o cansaço do stress no trabalho, o ar macilento do inverno, a tristeza, a ansiedade, os macaquinhos do sotão. Fica tudo soterrado nas areias da praia e por isso é que o verão é uma boa altura para inspirar fundo, enchermo-nos de coragem e ir em frente com as decisões, sejam elas sérias ou de caca.

Há quem tome resoluções no fim do ano, para o novo ano que começa. As minhas são sempre tomadas antes do Verão, tudo vai mudar sempre a seguir às férias. As do ano passado foram sérias, mas as pós-verão para este ano são bem mais light (lucky me):

1) ir mergulhar todos os meses, incluindo inverno (sou uma mulher ou sou um rato? O verdadeiro amante de uma modalidade não se deixa intimidar pelo frio!);
2) começar a fazer ginástica regularmente (uma ida ao ginásio por mês não conta);
3) reduzir os cigarros diários (se já deixei de fumar duas vezes, devia ser capaz de reduzir, afinal quem pode o mais pode o menos!);
4) ser mais regrada nos horários de trabalho e não sair do escritório depois das 19h30 (esta vai ser bonita de pôr em prática...);
5) começar a poupar dinheiro todos os meses em vez de o espatifar em jantaradas, viagens e trapitos (reparem que não é poupar, é começar a poupar, o meio caminho já não é mau);
6) ir a um destino tropical este inverno (sim, eu sei, contraria a resolução anterior, mas a minha empresa vai dar-me umas acções em Novembro e por isso tecnicamente não é bem gastar, é como se a oferta das acções fosse no fundo a oferta da viagem, estão a ver a lógica?);
7) acabar de decorar a casa antes do Natal (esta contraria a 5) também...isto do conflito de resoluções é difícil de gerir...);
8) não fugir a sete pés de uma eventual relação (ainda que provavelmente se possa tornar numa "ralação". Ora pois, esta também vai ser bonita!).

Não, não estou em fase psico-intrinseca-depré-filosófica. Mas neste dia tão quentinho - também já fazia falta os dias quentes de Julho em que ficamos de língua de fora - o sol bateu a tarde toda nas janelas da minha casa e o resultado é que é meia-noite e a casa encontra-se a uma temperatura amena, entre os 39º e os 42º... o meu cérebro deve ter amolecido com o calor e deu-me para fazer listas de resoluções, podia ser pior.

P.S. Como não posso deixar que o meu tico e o meu teco entrem em overheat porque ainda são precisos, estou a pensar ir dormir para o sitio mais fresquinho que tenho: a banheira!

Jul 27, 2007

Olá Harry!

De acordo com a volatilidade que me é característica, hoje estou muito contente com uma pequena coisa: comprei o último volume do Harry Potter!

Ah pois é, por esta não esperavam. Mas eu digo sem problemas: sou uma fiel seguidora das aventuras do Harry Potter. Nos últimos anos, espero ansiosamente pelo momento antes das minhas férias em que a J.K. Rowling publica o novo livro, assim que está à venda compro-o e tento aguentar-me ao máximo para não o ler antes de estar instalada numa espreguiçadeira, ou numa varanda, ou na praia, ou na cama, ou em qualquer sítio onde me encontre de férias. Depois, em dois dias tenho o prazer de devorar uma aventura para crianças que os adultos também gostam. Ou se calhar já não tanto assim para crianças, porque o último livro fez-me chorar no final...

Cada um tem o seu momento Peter Pan. O meu é gostar de Harry Potter.