Feb 15, 2008

Um dia dos namorados diferente!

Há quem ligue muito, há quem ligue pouco, os que apenas vão jantar fora como outro dia qualquer, os que pelo sim pelo não dão umas flores à namorada ou fazem um jantar especial. Enfim. Há para todos os gostos. E depois há a minha versão: intoxicação alimentar total ao ponto de ir parar ao hospital e só ter alta lá para as três e tal da manhã...original, não?

Feb 5, 2008

O Carnaval já era...

Há uns anos atrás mascarava-me sempre no Carnaval e éramos muitos. Chegámos a fazer máscaras temáticas e a disputar concursos. Da última vez que fizemos isso, até ganhamos um honroso 2º lugar, apenas destronados por um grupo de alforrecas. Mas os anos foram passando e o quórum das máscaras foi diminuindo. Hoje em dia, se me quiser mascarar só se for sozinha, porque isto da PDI – dos outros, leia-se, que eu cá continuo boa para as curvas e a achar que tenho vinte aninhos – tem o que se lhe diga, ainda mais quando se deambula na véspera do Carnaval pelo Bairro Alto e se vê tudo mascarado, menos o grupo de idosos do qual fazemos parte…

Caras amigas e leitoras, está mal! Temos que mudar esta tendência de pantufar por casa, da prática do mapling e do zapping em dias festivos. Toca a levantar os rabos do sofá e a agir como malta jovem. Por isso, pró ano é que é. Decidi que vamos todas mascararmo-nos de M&M's como prometido há vários anos e ofereço-me desde já para a providenciar a compra dos collants, carteirinhas e sapatos de salto brancos! Inscrições aceitam-se via email mas apenas se com a indicação do n.º que calçam. Combinadas?

Jan 30, 2008

Ao que eu respondo...

NÃO!

Mas deixei de fumar, mais coisa menos coisa, há 17 dias, 9 horas e 15 minutos. Ou, em alternativa, deixei de fumar há dois quilos e meio atrás...

Estranho...será que está relacionado com o actual estado de espírito em que me encontro?

Perguntam-se...

...e porque estará ela tão revoltada com o mundo, tão insatisfeita, tão inquieta? Estará com algum problema sério, andará com o trabalho pelos cabelos, o campo pessoal manhoso, terá ela falta de ... triplos encarpados? (mais uma vez foi exercida auto-censura, não fossem os ricos paizinhos acharem que a filhinha de trinta e tais, divorciada, que vive solita, etc. etc. mas que no fundo é quase santa, se estava a referir "àquela" actividade apenas praticada com fins concepcionais)

Jan 29, 2008

Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas

Caso esses três leitores se questionem sobre se abandonei o blog ou não, fica aqui escrito que, a resposta mais provável é sim, estou seriamente a pensar abandoná-lo.
Bem vêem, enquanto o blog é uma diversão como outra qualquer, enquanto se abre o computador, em 5 minutos se escreve uma laracha e já está, a coisa é engraçada. Eventualmente, dois ou três gatos pingados que por aqui passam lêem e comentam o post, ficamos apenas contentes por alguém partilhar o nosso pensamento parvo.

Mas depois, ao universo de desconhecidos com quem partilhamos o que nos der na venta começam a suceder os conhecidos, culpa nossa porque comentámos que tínhamos um blog, os conhecidos dos conhecidos e, pior ainda, a família, porque se caiu na infelicidade de comentar com uma irmã, que disse à filha, que comentou com a avó, vulgo minha mãe e zás. Está todo um universo de pessoas que gostamos, não é isso que está em consideração, mas com quem não queremos partilhar certo tipo de parvoíces, a ler e a ter o desplante de telefonar e comentar a treta de duas linhas que nos passou pela mona às duas da manhã. MAS QUE RAIO. Não é esse o espírito de um blog não assinado!!!!!

Pior do que isso, é o segmento dos amigos críticos: “Olha lá, vi o que escreveste anteontem e não achei graça nenhuma. Aliás, ando para te dizer há algum tempo que estás sem graça” – é sempre bom ter um amigo que gosta de nos mandar para baixo – “Sabes, passei pelo teu blog noutro dia e achei disparatado o que escreveste sobre fazer queques de chocolate a meio da noite, andas com pouca inspiração, não?” – ai o caneco…Mas quem é que lhes disse que eu tenho de ser humorística e ter graça? Por ventura assinei algum contrato com cachet milionário nos termos do qual me comprometi a lhes conseguir afivelar um sorrisinho na cara diariamente, hein???

E se eu quiser escrever um poema triste ou pura e simplesmente, mandar tudo pró …. espaço (exerci censura sobre mim própria devido à quase certeza de entidades progenitoras andarem clandestinas a pulular por aqui)?

Sabem o que tenho para vos dizer, sabem?

HUMPFFFFF

Jan 25, 2008

E um novo ano se iniciou

Com uma ausência total de posts da minha parte, facto que talvez os três leitores desta chafarica tenham dado conta e talvez pensado em protestar. Ora então assim sendo, um bom ano de 2008 para todos! – e não se queixem, porque os votos de Bom Ano ainda foram feitos em Janeiro, o que não é totalmente mau...não?

Dec 26, 2007

Exagero do Natal

Depois de ter passado quase 48 horas à mesa, e ter conseguido ingerir comida que dava para alimentar uma familia inteira durante uma semana, estranhamente sinto-me...enfartada. Era um chazinho se faz favor!

Dec 18, 2007

Problemas técnicos

A porcaria da ligação wireless não funcionava e logo o computador não detectava redes sem fios nenhumas. Após ligar e desligar modem, router e pc várias vezes sem sucesso, liguei para o apoio técnico da Netcabo, já a mandar vir, é claro. Cena outra vez de desliga router, modem e pc da electricidade, reinicia tudo, nada. Da Netcabo perguntam-me se eu sei o que é uma rede sem fios e se eu tenho a certeza que o meu pc tem sistema wireless, apesar de já lhes ter dito anteriormente que sim. Desatino ainda mais, lá porque há um problema acham que as pessoas são todas imbecis, eu sei o que é uma ligação wireless e sei que a tenho, estão a gozar comigo, blá blá blá. Mandam-me verificar as configurações do modem e do router, das placas e o diabo a quatro mas está tudo bem. Estou cada vez mais irritada com a porcaria do serviço dos senhores e mandam-me esperar uns minutos, decerto para procurarem nos manuais uma resolução para o meu complexo problema. Após um minuto, aparece a voz do técnico a perguntar:

- Obrigado por ter aguardado. Olhe para o seu portátil e procure um botão de lado que diz on/off. Já encontrou?
- Sim (já a medo)...
- E como está?
-...em off...
- Pois. Se fizer on, liga o seu sistema wireless. Podemos ajudá-la em mais alguma coisa?

Agora com licença que vou ali pintar a cara de preto!

Dec 12, 2007

Lista de Natal

Sempre tive a mania de fazer listas. Listas de tarefas a fazer em casa, listas de assuntos a tratar que incluem idas à loja do cidadão e à EMEL, listas do trabalho do dia/semana, listas para tudo e um par de botas. São muito úteis especialmente para pessoas com tendência para a desorganização como eu. Os presentes de Natal não são uma excepção. Lá fiz a minha listinha, este ano com 32 pessoas. Perdi-a na minha primeira incursão de compras. Voltei a faze-la. Só tinha 29 pessoas. Mau, para onde foram as outras três almas? Enfim, que se lixe, hei-de me lembrar. Mais compras e lista desaparecida outra vez. $%&@#£$$! Volta a fazer. Volta a perder. Resultado: descobri que comprei presentes duas vezes para a mesma amiga. Trabalheira para tentar realocar um dos presentes (será que a minha prima de 60 anos gostará de um colar fashion XPTO que comprei a pensar numa jovem de 30??) e descobrir que ainda assim faltam 5 pessoas, os mais difíceis ficaram para o fim. Ora bolas. Eu gosto muito do Natal e de oferecer presentes, mas quando a tarefa se transforma numa empreitada confesso que é difícil manter o espírito natalício em alta!

Dec 11, 2007

He’s just not that into you

Já por incontáveis vezes ao longo das nossas vidas, nos vimos no meio de uma longa conversa com uma ou mais amigas sobre o sexo masculino e a sua interacção com o sexo feminino, conversas essas que após horas não chegam a lado nenhum. As mulheres vêem sinais, interpretam olhares, expressões ou frases e, na ausência deles, estabelecem teorias psicológicas de trazer por casa sobre o comportamento masculino e suas motivações. Como o pensamento masculino não é tortuoso como tendemos a achar (as mulheres é que se dedicam ao passatempo de dissecar ao mais ínfimo pormenor o significado de uma frase de duas palavras tipo “não posso”), vi, aqui há uns anos, um episódio brilhante do Sexo e a Cidade que passei a citar quando alguém liga a maquineta infernal do complicómetro. E vai que, nas minhas deambulações pela net, encontrei o diálogo do episódio em causa. Amigas e leitoras, não queimem mais neurónios sobre o tema, é tão simples quanto isto:

Charlotte – So how did the date end?
Miranda – He walks me home, he kissed me goodnight at the door, I invited him up – he couldn’t ‘cause he had an early meeting -, we kissed again, then he said he’d call.
Carrie – Two kisses. Very promising.
Miranda – You think? Even though he didn’t come up?
Charlotte – Definitely. It means he likes you but he wants to take it slow. That’s nice.
Miranda – Berger, what do you think?
Berger – You really wanna know?
Miranda – Please, I would love to have a mans’ opinion for a change.
Berger – All right. I’m not gonna sugarcoat it for you. He’s just not that into you.
Charlotte – That’s not true!
Carrie – Don’t listen to him!
Miranda – No, no, I’m intrigued. Elaborate.
Berger – Look, I’m sorry but when a guy is really into you he’s coming upstairs, meeting or no meeting.
Carrie – Oh, that is ludicrous! What about extenuating circumstances? What about you’re stressed out, you’re on a deadline, you have a migraine…
Charlotte - … or a lot of guys are afraid of getting their feelings hurt and they don’t wanna ruin a friendship…
Miranda - … or, or, or they’re freaked out by their own feelings. There’s a lot of “push-pull” out there, a lot of mixed messages.
Berger – Yeah, I have to say that’s all code for “he’s not that into you”. With guys it’s very simple: we’re into you, we’re coming up, we’re booking the next date. There are no mixed messages.
Charlotte – No mixed messages?
Miranda – I’ve spent my life deciphering mixed messages.
Carrie – I’ve made a whole career of it!
Miranda – Uau. He’s just not that into me. I love it. It is the most liberating thing I have ever heard. Think how much time and therapy I could have saved over the last twenty years if I had known this.”


[«Sex and the City», época 6, 4º episódio]

Dec 5, 2007

Surpresa!

Ando tão abandalhada na escrita de posts aqui do blogue devido a má vida que levo que, apercebi-me agora, este bloguito de trazer por casa com uma audiência enorme conquistada de cinco a dez leitores , fez um ano no passado dia 28 de Novembro e a data passou-me ao lado. UM ANO. Ele há coisas...

Ainda bem que estou a fazer coulants de chocolate! Vou procurar uma vela e cantar os parabéns a babar sobre os oito bolinhos quentes que vou tentar ingerir hoje, garantindo assim uma dor de barriga que me fará decerto ficar acordada pela noite fora como preciso para conseguir ler a papelada. Sim, não digam nada. Sou genial, eu sei!

Uma questão de escolha

Estão em casa, pilha de papelada para ler impreterivelmente nessa noite. Estão cansados, estoirados mas, der para onde der, têm que ler aquela treta porque às 9 da manhã vão ter que falar sobre o assunto e dificilmente vai dar para improvisar. Qual das seguintes opções escolhiam:

(a) beber um cafezinho e ficar até às tantas a ler como deve ser o calhamaço que têm à vossa frente;
(b) ir cedo para a cama e pôr o despertador para as 6 da manhã na esperança que pela madrugada as coisas entrem mais rápido;
(c) tentar racionalizar a coisa e fixar uma meta, tipo numa hora dar uma vista de olhos na diagonal sobre o assunto, de forma a não fazerem figura completamente de ursos na reunião matinal.

Já meditaram e escolheram a resposta certa?

Do lado de cá, em meditação, tenho a dizer que a (a) não é possível - se bebo um cafezinho a estas horas amanhã pela hora do almoço ainda estou a dançar o fandango pelos corredores da empresa; a (b) ainda mais inviável, porque a possibilidade de o despertador tocar às 6 da manhã e eu me levantar da cama é mais remota que a possibilidade de eu ganhar o Euromilhões sem jogar; a (c) seria a resposta mais viável, mas implicaria alguma concentração e esforço.

Tchan tchan tchan: como o que me apetecia mesmo era comer algo doce, optei pela resposta ilógica à questão e não avançada antes, escolhendo a (d): caguei temporariamente na decisão e, já que não estava a dar nenhum documentário decente na tv cabo (a biografia do Ethan Hawke não me captou a atenção, se ainda fosse a vida de um lagarto num deserto qualquer já seria outra história), vim à net procurar uma receita de coulants de chocolate, que era mesmo aquilo que era absolutamente INDISPENSAVEL que eu começasse a fazer à uma da manhã, adiando assim a decisão sobre trabalho/não trabalho por mais uma hora, enquanto vou ruminando os coulants quentinhos que hão-de sair do forno daqui a bocado...

Nov 21, 2007

Interregno

Sim, estou em silêncio há muito tempo e tenho recebido os emails interrogativos sobre o tema. Estou viva, bem de saúde (tanto quanto um maço de cigarros por dia permite...), boa para as curvas, etc, etc. E não me fartei nem desisti do blogue. O silêncio deve-se apenas a:

(1) uma crise inspiracional que dura há umas semanas, a qual não me tem apetecido combater...
(2) um overload de trabalho que tem feito com que em média ande a sair depois das 10 da noite do estabelecimento comercial onde laboro, o que agudiza um mau feitio e a pouca vontade de escrever...
(3) tentativa de ter vida pessoal entre as 10 e a hora de deitar, embora, por exemplo, os sms que recebia ontem enquanto tentava acabar uma treta no trabalho que me iam informando a evolução de um jantar de anos onde deveria estar até ser ameaçada por volta da hora do apagar as velas do bolo, me façam pensar que não está a ser fácil!!!
(4) isso queriam vocês saber!

Nov 9, 2007

Onde está o civismo?

Segurança Social, hora do almoço. 30 pessoas à minha frente. Está um velhote à espera da sua vez, sentado numa cadeira, daqueles todos tortos com uma bengalinha. Apita para o n.º 397 e éa vez dele. Levanta-se a custo mas a meio do percurso um homem de 40 e tal anos passa-lhe à frente, em conivência com o funcionário do guichet, claro. O velhote tenta protestar, baixinho, mas é ignorado. Uma senhora chama a atenção do funcionário que a ignora e perante a sua insistência, é mandada calar. Resultado: pequeno motim na segurança social. A populaça aos urros e apupos "ordinários, nem os velhos de torcida (NT: a corcunda do velhinho) respeitam, pá!", "é bem feita que não sejam aumentados mais que a inflacção, pá!" e os funcionários aos gritos de volta "quanto mais gritarem menos atendemos", "não vêm que este senhor (que por sinal, nem tinha senha nem nada) estava à frente?" e ainda a pérola "gritem, gritem, que eu cá atendo pela ordem que quiser!".

Estava eu a ver o caso muito mal parado (as cadeiras não tinham o ar de serem moviveis, por alguma razão deve ser assim...), quando o guichet do lado vagou e o velhinho avança. Neste momento, diz-lhe uma funcionária em voz alta: "o senhor para a próxima não tire senha nem fique à espera (já lá estava há uma hora e meia segundo a senhora da cadeira ao lado da minha) porque como é idoso, tem prioridade e passa à frente de toda a gente!".

A cena foi de tal maneira surreal, que após 10 segundos de silêncio, as trinta pessoas que estavam à espera, incluindo moi meme, desataram a rir pelo absurdo da coisa. Como se viu, os senhores funcionários públicos da Segurança Social levam muito a sério esta regra: com eles, os velhinhos têm o seu atendimento prioritário assegurado...

Nov 5, 2007

Despistanço

Tarde de trabalho super sossegada, imensa coisa a ser despachada, grande alegria ao longo das horas pela ausência do telemóvel a tocar a toda a hora quando, no final da tarde, começo a achar estranho tanto silêncio. Mas será que está tudo de férias esta semana? Que sorte...Mas não há urgências, nadita de nada, para me chatearem? Será que tenho o telemóvel em modo de reunião? Por descargo de consciência, ponho a mão na carteira à procura. Não encontro o telemóvel. Hum... estranho. Recorro à velha táctica de ligar do telefone fixo para o telemóvel. Chama mas não se houve tocar. CHAMA E NÃO OIÇO? Começo a hiper-ventilar. Querem ver que ainda o ano não acabou e eu perdi o segundo telemóvel de trabalho??? Com todos os contactos que não constam de mais lado nenhum??? Mas por que é que eu estou sempre a deixar tudo em todo o lado??? Mas porque é que isto está sempre a acontecer-me??? Mas porque é que com tanto defeito tão interessante que eu podia ter (obsessiva-compulsivamente arrumada, teimosa que nem uma mula, chata como a potassa, histérica, eu sei lá), fui logo ser despistada até mais não???

Arghhhhhhhhhh!

Inspira. Expira. Inspira. Expira...

Oct 26, 2007

E ainda a propósito da discriminação

Ora bem. Depois de ter sido acusada de discriminação via blog e via email, venho esclarecer a coisa para que não restem dúvidas nenhumas: eu não discrimino e discrimino ao mesmo tempo! Esclarecidos?

Pois, calculo que não. Passo a explicar. Eu não discrimino porque à partida, dou oportunidade a todos, homens e mulheres, sejam brancos, pretos ou amarelos. E tenho o cuidado de quando marco entrevistas, mesmo que só tenha visto cv’s de raparigas que me tivessem chamado à atenção, escolher uns quantos do sexo masculino para contrabalançar. Mas a verdade é que chegada a hora da escolha e após entrevistas, é muito raro que a minha primeira escolha não recaia sobre uma mulher, pelo facto de ter gostado mais do CV dela, do modo de estar, da personalidade, dos objectivos de carreira, etc. Depois, porque honestamente acho mais fácil trabalhar em equipa com mulheres do que com homens, conhecendo claro está várias excepções a esta regra. Depois, porque o aliviar da tensão de trabalho com uma piada e gargalhadinha durante 5 minutos é mais fácil entre mulherio que se encontra na mesma onda piadista. Por último mas não em último, porque acho que as mulheres trabalham mais, são mais dedicadas e mais permeáveis, mais adaptáveis a novos estilos de trabalho e não têm problemas nenhuns com uma chefia feminina…

Mas para contrariar a minha tendência discriminatória, a penúltima aquisição que fiz foi um rapaz. Apesar de ao princípio ter sido dificuldades na adaptação, ele agora já está perfeitamente enturmado. Já tem grande dedicação e trabalha largas horas sem se queixar. (E já comenta os sapatos novos que comprámos, os cortes de cabelo e larga piadas ao estilo feminino e ri-se das mesmas imbecilidades, estando a par de coisas tão importantes como quais são os cabeleireiros decentes próximos de nós – por causa disso, já o alertei para o risco de ele, sem dar por isso, estar a ficar efeminado…)

Oct 24, 2007

Breve momento feminista

Acabei de contratar uma advogada nova para o meu departamento. Além de esperta, posso dizer, do alto da minha opinião isenta de mulher, que a rapariga é girissima. Claro está que vou ter de enxotar os 45 caramelos que vão fazer romarias à minha porta, a rondar enquanto babam para ver a nova aquisição, tudo tem um revés. Mas ainda assim, digo muito satisfeita: Vivam as mulheres bonitas e espertas! E simpáticas! Mulheres ao poder! Vivam as mulheres!

Oct 18, 2007

Aprender a fluir com a vida

Ontem uma amiga de longa data quis ir a uma aula de meditação num centro budista. Como ela tinha receio de sair de lá vestida de cor-de-laranja e cabelo rapado ou de afinal ser tudo uma tanga e tirarem-lhe um rim, desafiou-me para ir com ela (assim, éramos duas a ser alvo do embuste) e eu, sempre aberta a novas experiências e com a habitual dificuldade de dizer não, lá fui também. O tema da meditação era “Aprender a fluir com a vida” e pareceu-me que podia ser interessante. Chegadas ao centro, dirigimo-nos descalças para a sala, onde já só havia lugares na primeira fila e lá nos sentámos. À nossa frente estava aquilo que deve ser uma espécie de altar budista, cheio de budas de vários tamanhos. E mais abaixo no altar, comida. Mas o caricato é que não era comida confeccionada, tipo oferta de refeições ao Buda. Era comida embalada: frascos e frascos de mel, farelos e ainda muita massa dentro do pacote. Isso mesmo. Pacotes de massa crua de oferta ao Buda. Começo com vontade de rir pelo caricato da coisa, especialmente depois de ler num dos pacotes de massa que se tratava de macarronete integral, facto que na altura achei de uma graça extrema. A sala em silêncio completo, estava tudo já a meditar e eu não consigo controlar, começo a emitir ruídos. Abano o corpo, a minha amiga começar a abanar e emitir ruídos também e pronto, está tudo estragado. Estamos numa aula de meditação com um ataque de riso de correr lágrimas pela cara e quanto mais tento controlar mais estou a sufocar nas minhas gargalhadas. Levantámo-nos e fomos para a última fila, onde afinal havia dois lugares vagos, para não darmos tanta barraca e deixarmos de ver o macarronete… e ao fim de um bocado lá conseguimos esvaziar a cabeça de pensamentos engraçados e assistir às quase duas horas de meditação e explicação sobre a “impermanência” da vida sem sermos expulsas dali…

Oct 17, 2007

Pequenos dramas dos canhotos

Estava eu a tentar cortar a porcaria de um decreto-lei para fazer uma colagem de artigos no antigo diploma (coisas de advogados, que não interessam nada agora) e, quando dou por mim, estou a estragar o papel todo. Depois percebi que, para não variar, a tesoura que estava a usar era para dextros, ou seja, tem uma parte romba e uma parte que corta, o que faz com que quem tenta usá-la ao contrário, em vez de conseguir cortar apenas moí o papel. Passada a irritação ligeira com o assunto, lembrei-me onde teria posto um avental de cozinha que me ofereceram há anos e anos atrás e que eu gostava muito, que dizia:

If the left side of your brain controls the right side of your body, and the right side of your brain controls the left side of your body, then left-handed people must be the only ones in their right minds!

Oct 8, 2007

Viagens III

Será que todas as mulheres são consumidoras (ainda mais) compulsivas em viagem? Em tempo normal, de volta e meia, todas passeamos alegremente, sozinhas ou com amigas, a ver esta ou aquela loja, compramos uma coisa ou outra numa das 10 lojas em que entramos e pronto. Mas em viagem, salve-se quem poder!

Munidas dos indispensáveis visas (e agora também do electron, que funciona lá fora como se mais um cartão de crédito fosse), lá vamos nós largadas para fora de pé. E não interessa nada se precisamos ou não (o vigésimo par de jeans era importante), se é o nosso género ou nem por isso (estive a namorar uns sapatos ROXOS da Prada, até cair na real e me passar o ataque, a cor dos sapatos ainda me causaria um ataque epiléptico...), se não teremos já algo parecido com aquilo (na dúvida, provavelmente nem tem nada a ver, é melhor comprar) ou mesmo se nos serve (talvez os sapatos alarguem, afinal são de camurça!). Estamos numa missão obsessiva-compulsiva e ninguém nos pode parar. Ou melhor, até pára, mas não é quem, é o quê: paramos quando os visas começam a deitar fuminho do uso abusivo num curto espaço de tempo e a nossa consciência acorda da coma induzida.

P.S. Mas apesar de saber isso tudo, estou contentíssima a olhar para o batom, sombra, rimeis, lápis, serum, creme hidratante, creme dos olhos, exfoliante e ainda não percebi bem para o que serve o último produto que comprei, tudo dentro da necessaire horrível que a marca oferece a quem, por alguma razão obscura, achou que precisava daqueles 10 produtos novos!